Duas coisinhas num dia de gripe

Oi, queridos!

Depois de um fim de semana de enxaqueca e uma dor de garganta se anunciando, cá estou eu, gripada, jogada, com febre e entregue. Não consegui mesmo produzir nenhum post para hoje, mas queria deixar aqui duas coisas que chegaram a mim por duas amigas.

*A primeira é este trecho maravilhoso do Rousseau que minha amiga Cla mandou para mim e para a Manu. Ter amigas intelectuais é outra história, né. B-)

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Não é absolutamente lindo e romântico? <3

*O outro é um perfil de astrologia chamado Not all geminis, indicado pela minha parceirinha Mariah. Eu morri de rir com vários, mas vou postar aqui esses dois, que são pertinentes ao meu sol e minha lua.

Bem, é isso! Boa terça feira para vocês!

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O seu tempo

IMG_2364Bom dia, queridos!

Como foi o fim de semana de vocês?

Semana passada a querida Val (que tem o instagram mais lindo), postou uma dica de texto que me atraiu imediatamente quando li o título: Defenda o seu tempo.

Me atraiu porque tempo é uma das coisas que sempre me parece faltar. Gostei especialmente deste trecho (dentre os muito maravilhosos, vale mesmo a leitura do texto todo):

O maravilhoso não

Uma das coisas que mais gosto de dizer é sim! Vamos tomar um café? Sim! Me ajuda neste novo projeto que estou pensando? Sim! Vamos nos ver? Sim! Vamos almoçar? Sim! Amo estar disponível e esse é um dos aspectos positivos de quem luta pelo próprio tempo, poder oferecer disponibilidade.

Na embriaguez da alegria do sim, vi que esse caminho não estava dando muito certo. Apesar de me apaixonar por quase todas as propostas que surgiam, tive que aprender a dizer não. Acho importante aprender a dizer não não porque estamos extremamente ocupados, mas justamente porque não queremos estar. Hoje o que faço é pedir um tempo antes de responder aos convites que surgem e pensar bem antes de dizer sim. Hoje não entendo o não como uma rejeição, mas como uma resposta honesta e libertadora para os dois lados. Quando dizemos não também damos ao outro a possibilidade de fazer o mesmo.

Me identifiquei demais porque eu sempre digo um sonoro “sim” e depois fico me perguntando quando ou como vou encaixar aquilo na minha semana/vida já lotada.

Acho que entender que cada um tem um ritmo diferente é essencial para que a gente consiga viver em harmonia. Tenho amigas que são muito pilhadas, que saem todos os dias da semana e ficam bem com isso. Eu preciso (mesmo) de tempo de ócio, de tempo sem fazer nada, preciso de mais horas de sono do que gostaria. E entender que ninguém vai me dar isso, senão eu mesma, é essencial. Porque nós precisamos correr atrás do nosso tempo.

Como a autora do texto, já aprendi que antes e dizer sim, preciso dizer que tenho que ver minha agenda (sim, soa assim mesmo, com uma executiva esnobe, hahaha, mas é a verdade, eu tenho uma agenda e preciso consultá-la). Nem sempre eu lembro de fazer isso, mas tenho tentado. E uma coisa que tenho observado na minha vida é que as minhas maiores amizades são um pouco as que entenderam que eu sou assim, e que um sumiço (de encontros presenciais) por longos períodos de tempo não significa nada em relação ao meu amor pela pessoa. Elas não me cobram e não me culpam e eu faço o mesmo com elas.

Vamos aproveitar que hoje é segunda-feira e vamos pensar em como podemos defender nosso tempo? :)

Tids and bits

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Olá, queridos!

*Quero começar as recomendações de hoje com um vídeo lindo, lindo, lindo de pessoas reagindo ao verem a lua em um telescópio. Quem me indicou foi o meu pai, e o vídeo é a coisa mais sweet (e a música!). Assistam aqui!

It makes you realize that we are all in a small little planet and we all have the same reaction to the universe we live in.

*E sobre isso, esta imagem que eu tirei da página High on Films é ótima.

*Shakespeare’s Twitter Account é um texto da Paris Review of Books que fala sobre contas no Twitter que publicam trechos escritos por escritores (alguns ainda vivos!) ou escritos por bots programados para escrever como alguns escritores.

These quotes “allow the follower to take what they want or need from it regardless of what Kerouac intended,” Micha Ward, the moderator of Daily Kerouac, told me. “And for me personally, sometimes the quotes reflect how I feel on any given day.” (…) In essence, people treat these tweets like literary horoscopes.

*Finalmente, a escritora Mary Morris conta como a primeira frase de Cem anos de solidão mudou a vida e a carreira dela. Eu achei esse texto particularmente lindo porque amo de paixão a obra do Gabriel García Márquez.

It started with this incredible first sentence: “Many years later, as he faced the firing squad, Colonel Aureliano Buendía was to remember that distant afternoon when his father took him to discover ice.”

(…)

Then there’s the surprising fact that, at this very difficult moment in his life, this mature character is remembering what it was like to be with his father, and how one “distant afternoon” transformed his life. I found it magnificent, Márquez’s sense that the past remains intimately available to us, just beyond the border of the present.

(…)

He told me that he’d had a dream the night before about something that had happened when he was 4 years old, something he hadn’t remembered until he’d dreamt it last night. He was stunned by the way he could recover a memory that had long been lost, and do it so completely. “My whole life lives inside of me,” he said. Reading the opening of One Hundred Years of Solitudereminds me to believe in that feeling, that your whole life remains inside of you always, waiting for you to find a way to tap into it.

Um fim de semana mágico para vocês. ♥

A ilustração de cima é do Cristoph Niemann. As últimas fotos, do Gabo, não sei de quem são. Se alguém souber, dá um alô!

Queer eye

Ainda falando, então, de como os homens contemporâneos deixam a desejar (olha, essa frase poderia ser o início de uns trezentos posts diferentes, mas vou me ater ao que eu estava escrevendo), vocês viram a temporada de Queer eye produzida pela Netflix?

Eu sou suspeita para falar porque, it turns out, eu tenho passado mais horas do que tenho coragem de admitir assistindo a reality shows na TV. Mas esse, em particular, é muito bom. É muito bom porque coloca abaixo todo esse lixo que se aglomerou em volta do conceito de masculinidade durante séculos e séculos de patriarcado. E faz isso da forma mais divertida e carinhosa possível. Eu sou apaixonada por todos, mas sou muito pelo Jonathan (que, acabo de descobrir, nasceu no mesmo ano que eu, nosso beloved 1987). Ele é responsável por grooming (sim, a coisa está tão feia para eles que a série precisa de um especialista em noções básicas de higiene e beleza). Ele é tão, mas tãoooo anti-heteronormativo que ele já chega quebrando qualquer rastro de preconceito que os caras contemplados pelo programa possam vir a ter. E isso é simplesmente mágico. Você vê o desconforto no início, quando ele abraça os caras, e a diferença no fim do episódio quando os heterões estão lá, abraçando ele de verdade, com afeto e tudo! É uma coisa linda.

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E o programa coloca aquela velha (velha mesmo, bem antiga) questão: a quem serve esse modelo que hoje nos rege? Eu sigo procurando, sem nenhum sucesso de encontrar os reais beneficiados. Porque os homens estão inábeis e emotionally crippled, o que fica bem óbvio vendo a série (e vivendo a vida, não é mesmo?).

Enfim, assistam! Eu assisti tudo de uma vez, muito rápido, e chorei em praticamente todos os episódios. E fiquei com uma certa invejinha dos homens cujas vidas estavam ali, sendo resolvidas pelos fab five. Vem arrumar a minha, galera!!! Estamos precisadas!

PS: para quem tem um crush sério no Antoni, ele agora é modelo de roupas íntimas masculinas. ;)

Timmy love

Quem, depois de assistir ao filme Call me by your name, não começou a nutrir uma real obsessão pelo Timothée Chalamet?

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O filme é daqueles que fazem a gente querer largar tudo e ir passar umas férias no campo italiano, dançar em festinhas suspeitas (ao som desta música maravilhosa), e se apaixonar pela primeira vez (que peeena que só há uma primeira vez). Mas o sucesso mesmo do filme ficou totalmente por conta do ator que faz o Elio (que nome fofo para um bebê, hein? ;), nosso querido Timmy, que virou obsessão global.

Esta matéria da Vogue compara o sucesso do Timmy ao de um jovem Leonardo DiCaprio (quem não se lembra de todos os pôsteres naquelas revistas tenebrosas que a gente lia quando jovem?). Eu, particularmente,  não sei se é pra taaaaaanto (o Timmy morre congelado num filme que ocupava não uma, mas DUAS fitas de vídeo? I don’t think so). Mas o fato é que ele é lindo. E inteligente. E charmoso. E o seguinte:

“I think it’s really interesting that so many women crushed so hard on him for his role in Call Me by Your Name, given that he plays a gay man. It is a testament to the fact that the classic characteristics fueled by toxic masculinity are not, in actuality, what women are drawn to,” she says. “And it seems Timmy’s generation is more hip to that, to fluidity and vulnerability.”

Sim. Não estamos mais interessadas em machos-alfa-patriarcais-homem-das-cavernas. Estamos interessadas em homens que buscam auto-conhecimento real oficial (bem diferente do narcisismo com o qual estamos acostumadas, sadly), homens com as ferramentas emocionais para lidar com o mundo, homens que buscam se entender antes de desovar frustração no mundo e nos outros (ou outras, actually). Ou seja, homens like Timmy. (Eu falo isso, mas eu saí do filme dizendo que amaria ter um filho como ele, então acho que nosso age gap já ficou grande demais para o nível paixonite, hehe.)

Mas, de verdade, é só assistir qualquer vídeo dele dando entrevista ou falando qualquer coisa (ou respirando, ou existindo!) que dá para notar a diferença. Ele é sweet e nada pretensioso. Um respiro, honestamente.

Para celebrar esta much needed virada nos homens que vêm por aí:

*Todo tipo de camisetas possíveis do Timmy

*A mais bonita de todas

*O incrível Call me by Monet

*Uma entrevista com o Timmy

*Duas entrevistas com o Timmy

*Além de tudo, ele é muito estiloso

E um viva para essa tal nova geração!

As fotos com fundo by Monet são do Call me by Monet, claro. ♥ E este post é dedicado à minha querida amiga C., que não só já assistiu ao filme mais de 7 vezes, como também já viu every piece of information disponível sobre o menino na Internet.

3 Instas

Hoje os posts vão ser todos assim, parecendo receita “2 lojas, 3 Instas”, hehe. Mas queria muito deixar por aqui a indicação de três contas de Instagram, feitas por dois fotógrafos que arrasam muito.

O primeiro é o Cody Cobb, que fotografa mais paisagens naturais. Eu amo as cores no trabalho dele e queria muito poder ter uma foto dele na minha sala (essa, abaixo, da pedra branca e amarela contra um céu azul claro me tira o fôlego), mas ainda não descobri se ele disponibiliza o trabalho dessa forma. Algumas das minhas fotos favoritas são:

O segundo é o meu querido amigo Zeca Osório, que tem duas contas: a pessoal dele e a Plantas baixas (esse nome é ainda mais genial se você descobre que ele é arquiteto).  Na pessoal ele posta todo tipo de fotos incríveis que ele tira por aí – fotos que ele tira aqui no Rio, fotos que tira em viagens… Eu, particularmente, amo as que ele fez na Califórnia.

Na Plantas baixas, ele coloca fotos que tem tirado do jardim da casa da família dele em Corrêas. O intuito é catalogar o jardim todo (tem coisa mais linda?).

Eu já usei uma foto dele no projeto da casa de uma amiga (que postarei aqui quando estiver todo terminadinho) e ficou a coisa mais linda do planeta. E tenho vontade de pegar as fotos do Plantas baixas para fazer uma grande gallery wall (não ia ficar lindo?).

Bem, por hoje chega de receitas, então. :) Amanhã volto com um post sem números no título! ♥

2 lojas sans gênero

Há algum tempo vivencio uma frustração quando quero comprar camisas de botão, especificamente: as masculinas são sempre, SEMPRE, mais bonitas. Quase sempre acabo comprando elas, mas há questões de modelagem que acabam pegando um pouco: quase todas ficam apertadas no meu quadril, algumas têm a manga muito larga. Às vezes rola usar como a camisa era originalmente mesmo, às vezes tenho que arrumar uma coisinha ou outra, mas às vezes não dá pra levar mesmo.

Então imaginem a minha felicidade quando começaram a surgir marcas que fazem roupas que podem ser usadas por homens e mulheres.

Uma delas é a Ahlma, que além de estar inovando nessa barreira imaginária de gênero, também é super preocupada com o ambiente, com sua cadeia de produção e com transparência. Eu recentemente fiquei apaixonada pelas seguintes peças:

A camisa foi praticamente feita para mim, mas também amei o vestidinho e essa calça vermelha maravilhosa.

A outra é a Cotton Project, uma marca paulistana que não é exatamente sem gênero, mas cujas roupas acabam servindo para todos os públicos. Em uma entrevista, o criador da marca disse o seguinte:

Sim, teremos 30 looks e desses, de 7 a 10 são mulheres. As pessoas me perguntam se a Cotton é uma marca sem gênero, mas ela sempre foi pensada pro homem. É uma roupa clássica com viés unisex. As meninas acabam nos procurando bastante, principalmente por camiseta e jaqueta e começamos até a fazer em tamanho pp. Não é um corte feminino, só uma edição de medidas, como por exemplo diminuir o comprimento da manga.

Eu já comprei com eles uma camiseta com uma ilustração linda e um texto que dizia alpha female. E algumas das peças da coleção atual que fazem meu coração bater mais forte (principalmente pensando no friozinho que está sendo anunciado para os cariocas) são:

Aliás, falando nesse estilo mais tomboy, um blog que eu amava ler e sempre tinha referências incríveis era o Tomboy Style. Hoje em dia ele se chama The Reed porque tinha virado um “style travel shop” (segundo eles mesmos). Ainda assim, o blog permanece lá e vale a pena ser visitado.