Tids and bits – leituras

Nesse momento tenho tantas abas abertas que não dá mais para ler o título de cada uma. Há meses estou juntando coisas que eu queria postar no meu email, então achei melhor dividir em categorias em vez de jogar uma avalanche de links em vocês.

For today: leituras (algumas já li, outras estou devendo).

*The Power of Two, um texto do Joshua Wolf Shenk para o The Atlantic que fala sobre a relação John e Paul enquanto compositores. Sheds some light sobre a qualidade das composições de quando eles estavam juntos e separados (eu, pelo menos, acho que não se compara a carreira solo com o que eles produziram nos Beatles, embora eu até curta algumas músicas do John).

Paul was meticulous and organized: he always carried a notebook around with him, in which he methodically wrote down lyrics and chord changes in his neat handwriting. In contrast, John seemed to live in chaos: he was constantly searching for scraps of paper that he’d hurriedly scribbled ideas on. Paul was a natural communicator; John couldn’t articulate his ideas well. Paul was the diplomat; John was the agitator. Paul was soft-spoken and almost unfailingly polite; John could be a right loudmouth and quite rude. Paul was willing to put in long hours to get a part right; John was impatient, always ready to move on to the next thing. Paul usually knew exactly what he wanted and would often take offense at criticism; John was much more thick-skinned and was open to hearing what others had to say. In fact, unless he felt especially strongly about something, he was usually amenable to change.

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*Virginia Woolf’s Idea of Privacy, escrito por Joshua Rothman para a New Yorker, faz uma diferenciação entre o que entendemos por privacidade hoje (um sentido mais político, ou, ironicamente, público) e o que podemos enxergar como privacidade na escrita da Virginia Woolf. Eu ainda não li esse, mas gostei desse trecho e quero muito arrumar um tempinho para ler:

But it has something to do with preserving life’s mystery; with leaving certain things undescribed, unspecified, and unknown; with savoring certain emotions, such as curiosity, surprise, desire, and anticipation. It depends on an intensified sense of life’s preciousness and fragility, and on a Heisenberg-like notion that, when it comes to our most abstract and spiritual intuitions, looking too closely changes what we feel. It has to do, in other words, with a kind of inner privacy, by means of which you shield yourself not just from others’ prying eyes, but from your own. Call it an artist’s sense of privacy.

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*Uma rápida entrevista com o Murakami sobre a short-story que ele escreveu para a New Yorker, Scheherazade.

I occasionally think that, in our heart of hearts, we all may be seeking situations like this one—where our free will doesn’t apply and (almost) everything is determined by someone else, where each day must be lived according to the conditions that someone else has laid down. There are people who may already be living that sort of life, to a greater or lesser extent, without even knowing it. Some may dismiss this way of living as “passive.” I have no interest in such deterministic interpretations. What interests me is trying to ferret out the identity that is so deftly concealed within the accumulation of such passive operations.

*25 Women on Getting Older, uma compilação de citações sobre o tema. Sempre legal um insight sobre esse assunto, já que piramos tanto em aparência.

*Masters of Love, mais um do The Atlantic, por Emily Esfahani Smith. O artigo fala de um estudo feito sobre a dinâmica de casais. Eu tenho algumas ressalvas sobre essa coisa de estudar o amor, mas concordei com tantos pontos levantados pelo tal estudo. Acho que vale a leitura.

There are two ways to think about kindness. You can think about it as a fixed trait: either you have it or you don’t. Or you could think of kindness as a muscle. In some people, that muscle is naturally stronger than in others, but it can grow stronger in everyone with exercise. Masters tend to think about kindness as a muscle. They know that they have to exercise it to keep it in shape. They know, in other words, that a good relationship requires sustained hard work.

*Uma amiga minha, a Ana, me passou esse vídeo. Existe um site chamado Call Me Ishmael que recebe mensagens de voz sobre a experiência de um leitor a respeito de algum livro e faz um videozinho com a transcrição da mensagem. Eu achei a ideia incrível, porque é uma forma muito fácil (é só ligar para o número que aparece no site e deixar sua mensagem) de compartilhar sua experiência de leitura. E aí o que sai disso são mensagens extremamente íntimas. A que a Ana me mandou foi uma sobre The Bell Jar, da Sylvia Plath. Não sei se já falei aqui, mas quando eu li esse livro eu estava passando por uma fase muito tenebrosa e me identifiquei tanto com a personagem que larguei o livro no meio. Acho que eu tive medo de ir parar no mesmo buraco que a autora, que teve a rather sad ending. Ouvindo esse podcast, pensei em como a leitura sempre é um ato único mesmo – enquanto o livro deu um motivo para essa menina sair da deprê dela, ele me deu pavor de entrar em uma. Anyhow, projeto super legal e livro super legal também, um dia tenho vontade de terminar.

*Goethe and the Psychology of Color and Emotion, um texto da Maria Popova para o Brain Pickings que fala sobre o Theory of Colours, escrito por Goethe sobre as cores e sua influência nas emoções. Fiquei com muita vontade de ler o livro!

*Como o tópico é literatura, o tumblr Seeing Calvino traz ilustrações das cidades narradas pelo autor em Cidades Invisíveis (um livro que todo mundo, especialmente todo viajante, deveria ler).

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*Para fechar, já que estamos falando em cidades, What Cities Would Look Like if Lit Only by the Stars. Fotos lindas e feitas com fotografias de cidades. No link eles explicam melhor a técnica.

Rio de Janeiro 22° 56’ 42’’ S 2011-06-04 lst 12:34

(E o Rio lindo, as usual.)

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