all work and all play

A Box1824, uma empresa de pesquisa de comportamento, já fez dois vídeos que eu adorei, o We all want to be young (que me fez, finalmente, gostar da minha geração :) e, agora, o All work and all play. O que dizer? Eles devem ser bons no que fazem, porque eu me identifiquei completamente com os millenials – o que eu sinto e penso sobre vida e trabalho estão lindamente traduzidos em ambos os vídeos (que são tãããão lindos e bem feitos).

Sobre all work and all play: é exatamente isso, besides having a job, it’s become more important to have a purpose that can be carried out in different forms at the same time. (…) it’s about living better in the present with no illusion that the future can be controlled.

Tem como não concordar? Claro que eu concordo! Mas é simples? Para mim, nem um pouco. Eu sou apaixonada pela minha profissão? Acho que não (por favor, não me demitam :). Eu sou apaixonada por alguma coisa o suficiente para adotar como “minha carreira”? Honestly, what the fuck eu não faço ideia. Às vezes acho que sou a pessoa mais volátil do universo em termos de paixonites e gostos e inspiração. Eu gosto muito de fotografia, eu gosto muito, muito, de coisas visuais, em geral (gosto tanto que não consigo nem delimitar, hahaha). Tudo que diz respeito a ambientes desperta minha curiosidade: cheiros, acessórios, cores, climas. Eu adoro moda. Eu tenho amado a ideia de uma vida mais campestre, de plantar meu próprio alimento (uma parte, vai), de ter um jardim, de fazer coisas artesanais, de aprender a cozinhar… Eu sou fascinada pelo Vetor, que me deixa feliz toda semana, sem exceção.

Ou seja, eu estou fazendo algo que amo? E se estivesse, o que isso seria? Eu não faço a menor ideia, cada semana eu amo algo diferente, cada dia é uma coisa nova que me inspira. O que fazer com isso, então?

Sem contar que nessa equação toda, ainda entram questões como: é preciso viver em um mundo que gira em torno de consumo. Se não fosse pelo meu querido emprego não-passional, eu não teria comprado minhas duas câmeras, eu não teria viajado, eu não teria minhas roupas e meus mimos, eu não faria balé, eu não teria acesso a metade das coisas que listei aí em cima. Isso porque eu nem cheguei na parte cara de verdade da wishlist (filhos, cachorro, apê).

Vocês se pegam pensando sobre isso? Vocês trabalham com algo pelo qual vocês são apaixonados? E as outras paixões? Viram os tais hobbies?

Eu me desespero especialmente com tudo isso porque sagitário está em posições importantes no meu mapa, para atrapalhar minha vida. hahaha

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4 thoughts on “all work and all play

  1. haha, se é da coisa propriamente da nossa geração eu não seeei, mas é coisa de pisciano! sou exatamente assim, me vejo em várias atividades, mas não fico satisfeita com nenhuma. por enquanto, já sei o que não quero, pelo menos! e acho que para viver do próprio negócio é preciso muito talento pra bussiness, ralação e paciência (coisa que nossa geração não tem). no momento sonho em fugir pra um lugar tranquilo onde dê pra viver de forma mais sustentável, mas com acesso à internet :)

  2. Oi Jú!

    Vi esse video há alguns dias e também comecei a sentir que a nossa geração é um pouco diferente…Pena que muitas empresas ainda usam o método antigo, né?

    Beijo!!

  3. Nathália, só vi esse comentário hoje, acredita? Sim, uma pena.. Pq aí chefes e funcionários não se comunicam bem, né? Nossas ambições hoje estão esquisitas, não são mais “vou construir carreira”, né. Acho que são mais leves, menores…

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