detalhes de nós dois: ah, a ansiedade

Even nothing cannot last forever
Neil Gaiman – American Gods
*
Eu li essa frase outro dia e fiquei pensando sobre ela e sobre a mutabilidade constante do mundo em que vivemos (e quando eu digo mundo em que vivemos, é o nosso mundo particular mesmo, aquele ao qual só nós mesmos temos acesso).  Até o nada não pode durar para sempre. No amor, frequentemente nos esquecemos dessa máxima e achamos que qualquer sentimento, tanto os bons quanto os ruins, vão necessariamente durar para toda a eternidade, enquanto nossos corações estiverem pulsando (sim, o drama é peça indispensável também).
 
Evidente que conforme vamos ficando mais velhos e, teoricamente, mais sabidos, aprendemos formas de entender melhor essa sensação tão definitiva. Mas mesmo assim, quando eu olho ao meu redor e vejo meus amigos, homens e mulheres, com muitas ou poucas experiências amorosas no currículo, percebo que a ansiedade é o grande mal da nossa geração. Praticamente todos fazem suas escolhas mais equivocadas no amor por causa dela. Isso acontece, em grande parte, por causa das possibilidades quase infinitas nesse setor, que maltratam a nossa cabeça e trazem um resultado quase sempre desastroso. Mas acontece também pela quase total falta de capacidade nossa de enxergar além do aqui e agora. E nesse aspecto, eu me coloco no bolo.
Uma grande amiga minha, que por acaso também é a dona desse blog (♥), tem me dado lições muito valiosas sobre esse tema. Todas as vezes que eu deixo prevalecer a minha veia ariana, impulsiva e impaciente, ela aponta isso e faz com que eu perceba como a ansiedade me faz cometer erros e, o mais importante, me faz atropelar as minhas vontades e desejos mais profundos. Faz com que eu passe por cima de quem eu realmente sou e quero ser. E isso tem sido muito difícil, mas também muito proveitoso. E os frutos não demoram a aparecer: paz interior, calma e a certeza de que estamos agindo de acordo com nós mesmos, algo tão raro de sentir nos dias de hoje.
E se a ansiedade ainda aparece, principalmente no amor, o mais aconselhável é respirarmos e lembrarmos dessa frase aí de cima. Que por mais que certos sentimentos e sensações (principalmente as ruins) pareçam decididas a permanecer conosco para toda a vida, nós não fazemos a menor ideia do que é essa vida toda e ela sempre, sempre nos surpreende, quando deixamos.
*o texto de hoje é da maravilhosa Manu ♥ obrigada, darling!
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